Você sabia?

Ricardo Jordão, da BizRevolution, costuma encontrar uns materiais de bom gosto na internet. Encontrou mais um.

Atualização oficial para o original Shift Happens, esta versão inclui fatos e estatísticas sobre a evolução das mídias e a nova realidade decorrente dela, incluindo a convergência e a tecnologia. Além disso, o vídeo — que foi desenvolvido em parceria com a The Economist — é de uma qualidade sem igual. Altamente recomendado.


A Regra de Ouro

gold


Ontem, quarta-feira, 16 de setembro de 2009, foi  um dia cinzento. Não somente nublado, mas do tipo que merece ser apagado do calendário e da memória. Nada demais ocorreu, mas o dia não foi bom, ponto final. Todos, acredito, vivemos dias como este.

Há alguns anos (anos!) eu me deparei na Revista Exame com uma reportagem interessante. Lembrei-me ontem. Nela, jornalistas faziam uma só pergunta aos vinte empresários mais renomados e bem-sucedidos do país: qual é a sua regra de ouro? O objetivo era elaborar uma espécie de cartilha onde pudessem sintetizar os pensamentos que orientavam (e ainda orientam) as ações desses executivos.

Uma das regras, em especial, chamou minha atenção. David Feffer, até então presidente da Suzano Holding, respondeu aos jornalistas que sua regra de ouro era não se desesperar por causa de um dia ruim. Segundo o empresário, quando os resultados vão mal o ânimo comumente cai ao passo que, em momentos de euforia como esses, tomar uma decisão apressada pode levar o indivíduo a cair num abismo. Para Feffer, todo dia chega ao fim e, se as coisas não vão bem, basta manter a calma e o amanhã será sempre diferente; “você simplesmente dorme e levanta com nova energia para resolver as coisas”.

♪ Adeus, Dia Velho! Feliz Dia Novo! Que tudo se realize no dia que vai nascer. ♫

Melhor seguir a regra, não? Boa noite.

Vida$ $eca$

vidas secas



O Universo Criativo já pode ser considerado um reflexo de meu paradeiro. Há 10 dias, ao contrário do que ocorreu nos meses anteriores, não posto textos ou sequer um vídeo por aqui. Não creio, entretanto, que tal ausência possa ser justificada pelas restrições de tempo, mas, sim, por minhas prioridades.

Vale, aqui, refletir justamente sobre prioridades.

À medida que o indivíduo trabalha de modo altamente dedicado, há evidências de que seu cérebro suspende pensamentos críticos acerca das verdadeiras funções das tarefas realizadas. Para ele, ao invés de meio, o trabalho passa a ser encarado como o próprio fim e (1) viver passa a ser sinônimo de trabalhar ou (2) a vida se desenrola em função do trabalho. Nesse contexto, outras prioridades como a família e a qualidade de vida são postas em posições inferiores. Aqui não estou para desvalorizar o trabalho, mas para defender o equilíbrio.

Estudos como este apresentado pelo The New York Times submetem à comunidade informações preciosas sobre prioridades e concluem: (talvez pela acirrada competição ou por pura necessidade) o ser humano prioriza o trabalho de maneira excessiva. O gráfico interativo demonstra, por exemplo, que em nenhum momento do dia há porcentagem significativa de pessoas engajadas em atividades familiares ou religiosas e, pior, há instantes em que há quase ninguém está praticando tais atividades. Demonstra, em contrapartida, que há momentos do dia em que metade dos seres humanos entre 24 e 65 anos está trabalhando e também que horários alternativos passaram a não abrigar atividades relacionadas à família, mas principalmente ao trabalho, à televisão e ao acesso às redes virtuais.

Vale?

Vale, sim, refazer as contas e reclassificar as prioridades.

O preço que se paga para acumular o que se ganha ao fim do mês é comumente alto: há muito trabalho e pouca valorização do ser humano. A justificativa, por sua vez, é fraca: alegar falta de tempo é conversa para boi dormir.

Dia Beneficente

O último sábado do mês de agosto comumente é o dia em que mais participo de ações beneficentes. Hoje não foi diferente. Além de ajudar as criancinhas com câncer no McDia Feliz, participei também da festa beneficente que anualmente minha família organiza.

Pizza e família reunida. Tudo de bom.
Veja fotos:

Estômago para Empreender

roller-coaster

Ao contrário do que muitos imaginam, tenho ressalvas no que diz respeito à construção de planos de negócios para a abertura de uma pequena empresa. Também não sou do tipo que define empreendedor como aquele se supera, atrelando a sua imagem à da já banalizada motivação. Acredito, sim, que o empreendedor pode catalisar (e somente catalisar) o processo empreendedor ao desenvolver planos de negócios e que, para empreender, ele necessariamente supera obstáculos, esquivando-se das zonas de conforto. Tais condições, porém, sob meu ponto de vista, não são pré-requisitos para a definição do termo e para o exercício do empreendedorismo, mas, assim como a formação acadêmica, são importantes ferramentas. A título de ilustração, visite a biografia de alguns agentes da destruição criativa do mundo moderno, e.g. Richard Branson, Herb Kelleher e Ratan Tata.

Conforme os estudos realizados no Núcleo de Pesquisas em Empreendedorismo (NuPE) da Faculdade ESPA, onde atuo como professor-orientador, empreendedor é o indivíduo que se utiliza de algumas características comportamentais distintas para atuar como agente da transformação socioeconômica. Em suma, muitas vezes ele sobrevive sem a formalização de planos de negócios, mas todos (ou quase todos) os empreendedores se superam ao alterar, de uma forma ou de outra, com práticas motivacionais ou não, as suas realidades.

Hoje, em sala de aula, meus alunos e eu discutimos justamente sobre a situação em que o indivíduo, prestes a iniciar suas atividades empresariais, precisa se superar. Já não atrelamos o empreendedorismo somente à motivação humana e, baseados na discussão proposta por Jacques Marcovitch em seus livros, conversamos sobre a distância que existe entre a oportunidade e a iniciativa (apesar de ambas estarem dispostas na mesma característica do comportamento empreendedor). Nesse sentido, se por um lado vislumbrar oportunidades é fácil, por outro colocá-las em prática não está entre as tarefas mais amigáveis. Haja superação!

Deparei-me, somente na última semana, com situações exemplares. Em uma delas o aspirante — até então defensor taxativo do “pare de falar, comece a fazer” — se sentia amedrontado porque sair do ambiente corporativo e empreender se tornava iminente em sua vida. Em outra, um aluno se desestimulou ao simplesmente imaginar o processo necessário para a transformação de uma ideia em realidade. Na terceira, o grupo de trabalho “fazia” de qualquer jeito, desconsiderando uma verdade às vezes dolorosa: fazer não se equipara a fazer de qualquer jeito. E levando em conta que falar de si gera apatia, não exporei aqui as minhas experiências em casos do tipo.

Enfim, catalisar o processo empreendedor por meio da construção de um plano de negócios, superar obstáculos para a realização de sonhos e empreender é ideal, ou melhor, fora da reta, mas eu garanto: precisa ter estômago.